Pivô das denúncias, deputado aponta Dilmo dos Santos como um dos integrante do
esquema
O deputado Roque Barbiere (PTB), pivô das acusações de venda de
emendas na Assembleia Legislativa de São Paulo, apontou na noite desta
quarta-feira (26), em discurso no plenário, o primeiro nome de um colega
segundo ele suspeito de integrar o esquema. Trata-se de Dilmo dos
Santos (PV), um dos membros do Conselho de Ética. Conforme o petebista,
seu colega parlamentar do PV fez sete indicações negociadas para cidades
do interior.
- A imprensa, sem que eu desse um nome, já podia investigar. Por
exemplo, essa eu já assumo, o membro do Conselho de Ética José Dilmo
mandou para a minha região sete emendas para fazer barracões, todas de
R$ 150 mil, para caracterizar a carta-convite. Logicamente, só foi por
isso. A imprensa, não foi o deputado Roque Barbiere, foi a Lourdes (SP)
entrevistar o prefeito Franklin. Perguntaram para que serviria o
barracão. Ele disse que não sabia. Foram entrevistar o João, presidente
da Câmara. Ele também disse que não sabia. O que significa? Que esse
prefeito não correu atrás desta verba, ela foi oferecida a ele por
alguém.
Os barracões aos quais se referia são galpões multiuso indicados por
Dilmo para cidades do interior. O único que o deputado verde admite ter
saído de emenda da sua cota de R$ 2 milhões é o da cidade de Lourdes. Os
outros, diz, foram indicações que fez ao governo, fora de sua cota.
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Promotor vai investigar justificativas de emendas de São Paulo
O promotor de Justiça Carlos Cardoso anunciou que vai pedir à Assembleia
Legislativa as justificativas para as emendas de deputados que foram
contempladas com recursos do governo estadual, no período de 2007 a
2011.
Cardoso é o responsável pelo inquérito civil que apura a suspeita de venda de emendas na Assembleia paulista. As suspeitas surgiram após denúncia do deputado estadual Roque Barbiere (PTB).
Barbiere ainda não agendou o depoimento que fará no inquérito, mas o promotor espera ouvir o deputado até a semana que vem.

Deputados se reúnem no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo para discutir emendas
Cardoso é o responsável pelo inquérito civil que apura a suspeita de venda de emendas na Assembleia paulista. As suspeitas surgiram após denúncia do deputado estadual Roque Barbiere (PTB).
Barbiere ainda não agendou o depoimento que fará no inquérito, mas o promotor espera ouvir o deputado até a semana que vem.

Deputados se reúnem no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo para discutir emendas
domingo, 16 de outubro de 2011
Promotor vai convocar Bruno Covas para depor
O Ministério Público de São Paulo vai convocar o secretário estadual de Meio Ambiente e deputado estadual Bruno Covas (PSDB) para prestar depoimento no inquérito que investiga a suposta venda de emendas na Assembleia Legislativa paulista.
A Promotoria também quer ouvir outros políticos. Entre eles estão o deputado Dilmo dos Santos (PV), a ex-deputada Patrícia Lima (PR) e o ex-deputado José Antonio Bruno (DEM).
A princípio, Covas, que é pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, e os outros deputados serão chamados a colaborar nas investigações como testemunhas.
Na semana passada reportagens e integrantes do PT levantaram a hipótese de favorecimento a Covas na liberação de emendas. Regra estalecida entre governo e Assembleia prevê que cada um dos deputados tem direito a propor emendas de até R$ 2 milhões por ano. Porém, o PT afirma que, em quatro anos de exercício do cargo de deputado (Covas assumiu a secretaria em 2011), ele obteve a aprovações que somaram R$ 15 milhões.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Deputado é acusado de receber 30% por emenda
Ex-assessora diz que gabinete recebia vários prefeitos
O ex-deputado José Antonio Bruno (DEM), o Zé Bruno, recebia "no mínimo 30%" de comissão por emenda aprovada a pedido de prefeitos. A revelação foi feita em depoimento formal à CGA (Corregedoria-Geral da Administração) por uma ex-assessora parlamentar de Zé Bruno, que deixou a Assembleia Legislativa de São Paulo em 14 de março, ao fim de seu mandato.
A nova testemunha disse que "a comissão era paga normalmente em espécie, o dinheiro era acondicionado em envelopes ou enrolado em elástico".
O relato da ex-assessora ocorreu dia 29 de setembro passado. Ela confirma denúncia de outra testemunha, que também assessorou Zé Bruno, sobre suposto esquema de venda de emendas parlamentares envolvendo prefeitos do interior paulista.
- O prefeito de algum município solicitava ao deputado liberação de uma respectiva quantia, via emenda, para a realização de alguma obra.
Segundo ela, quando o valor era liberado Zé Bruno recebia "um porcentual do montante total", a título de comissão. O dinheiro, afirma, era levado por um certo Fabrício que frequentava o gabinete do parlamentar.
O próprio Zé Bruno declarou que Fabrício certa vez levou a ele uma relação de emendas.
- Ele dizia que era amigo de outros deputados. O Fabrício foi várias vezes no meu gabinete, sempre com os prefeitos.
O ex-deputado José Antonio Bruno (DEM), o Zé Bruno, recebia "no mínimo 30%" de comissão por emenda aprovada a pedido de prefeitos. A revelação foi feita em depoimento formal à CGA (Corregedoria-Geral da Administração) por uma ex-assessora parlamentar de Zé Bruno, que deixou a Assembleia Legislativa de São Paulo em 14 de março, ao fim de seu mandato.
A nova testemunha disse que "a comissão era paga normalmente em espécie, o dinheiro era acondicionado em envelopes ou enrolado em elástico".
O relato da ex-assessora ocorreu dia 29 de setembro passado. Ela confirma denúncia de outra testemunha, que também assessorou Zé Bruno, sobre suposto esquema de venda de emendas parlamentares envolvendo prefeitos do interior paulista.
- O prefeito de algum município solicitava ao deputado liberação de uma respectiva quantia, via emenda, para a realização de alguma obra.
Segundo ela, quando o valor era liberado Zé Bruno recebia "um porcentual do montante total", a título de comissão. O dinheiro, afirma, era levado por um certo Fabrício que frequentava o gabinete do parlamentar.
O próprio Zé Bruno declarou que Fabrício certa vez levou a ele uma relação de emendas.
- Ele dizia que era amigo de outros deputados. O Fabrício foi várias vezes no meu gabinete, sempre com os prefeitos.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Deputado diz que pode entregar casos de venda de emendas a promotor

Deputado Roque Barbieri diz que colegas da
Assembleia vendem emendas; veja vídeo
O deputado Roque Barbieri (PTB) reafirmou nesta terça-feira (4), em entrevista, a acusação de que parlamentares da Assembleia Legislativa de São Paulo enriqueceram negociando emendas com prefeituras e fazendo lobby para empreiteiras. Ele, no entanto, disse que não daria nomes nem com "revólver na cabeça".
Ele se referiu genericamente a deputados e ex-deputados e até a "alguns que já morreram", e reafirmou que vai comparecer ao Ministério Público para prestar depoimento.
Barbieri disse que, dependendo da maneira como for tratado, entregará um caso concreto para o promotor Carlos Cardoso.
Sobre a prática de venda de emendas, ele disse: "Isso é igual camelô, cada um tem um jeito". "Para os mais antigos, não é surpresa. Se fingir que é surpresa, é hipocrisia", reiterou.
O deputado disse não temer a análise do caso pela Comissão de Ética, e destacou que pretende enviar por escrito na quinta-feira seu depoimento.
Ele negou estar sofrendo pressão dos colegas e disse que a única pessoa com quem conversou sobre o caso foi o presidente estadual do PTB, deputado Campos Machado.
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