Após três anos de ascensão contínua, o Brasil caiu no ranking da
Transparência Internacional que mede a percepção de corrupção em 183
países.
No ano passado, o Brasil ocupava a 69ª posição. Aparece agora em 73º
lugar, atrás de Gana, Namíbia, Botsuana e Ruanda, por exemplo, para
citar apenas os africanos.
Na América do Sul, está muito atrás do Chile, que ocupa a 22ª posição, e do Uruguai (25º).
A mudança de posição no ranking, porém, não representa um aumento da
percepção de corrupção no país. A nota atribuída ao Brasil ficou
praticamente estável, era de 3,7 em 2010 e está agora em 3,8, numa
escala que vai de 0 (muito corrupto) a 10 (nada corrupto).
O que aconteceu é que entraram novos países no ranking, como Santa
Lúcia, Bahamas e São Vicente e Granadinas, que aparecem na frente do
Brasil.
Cuba, que empatara com o Brasil em 2010, melhorou e está agora na 61ª posição.
O ranking é liderado pela Nova Zelândia, seguida de Dinamarca e
Finlândia. No fim da lista estão empatados Somália e Coreia do Norte,
que aparece pela primeira vez no estudo.
A Venezuela é o pior país na América do Sul (172º).
Para a Transparência Internacional, órgão que tem sede em Berlim, a
situação do mundo é muito preocupante. Dos 183 países analisados, 134
foram reprovados --receberam notas abaixo de 5, o que significa que têm
sérios problemas de corrupção.