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terça-feira, 21 de julho de 2015

Ex-governador Agnelo Queiroz vira réu por suspeita de improbidade

DE BRASÍLIA


21/07/2015 10h50


A Justiça do Distrito Federal aceitou denúncia e transformou em réu o ex-governador Agnelo Queiroz (PT) numa ação por suspeita de improbidade administrativa.


A decisão foi tomada pelo juiz da 7ª Vara da Fazenda Pública do DF, que acolheu uma ação do Ministério Público do Distrito Federal.


O petista é acusado de ser responsável pela aprovação irregular do projeto de construção da nova sede administrativa do governo do DF, bem como a indevida concessão do Habite-se.


domingo, 15 de março de 2015

Listado na Lava Jato, vice-governador da BA diz estar 'cagando e andando'

DE SÃO PAULO

07/03/2015 00h25
- Atualizado às 15h44

O vice-governador da Bahia, João Felipe de Souza Leão (PP), não economizou nas palavras ao se manifestar após a divulgação da lista do STF (Superior Tribunal Federal) com nomes de envolvidos em inquéritos relativos à Operação Lava Jato, na noite desta sexta-feira (6).

Após dizer que não entende o motivo de ter sido incluído nas investigações, o vice-governador afirmou à Folha estar "cagando e andando, em bom português, na cabeça desses cornos todos", se referindo às pessoas que o citaram durante as apurações.

Leão diz ainda ser um homem sério e que irá à Brasília na segunda-feira (9) para saber por que foi ligado ao escândalo.

Ele alega que pode ter sido incluído nas investigações por ter recebido recursos, em 2010, de empreiteiras envolvidas na Lava Jato. "Recebi recursos da OAS, mas quem recebeu recursos legais, na conta legal, tem culpa?"

Entre outros políticos que aparecem na lista e que já se manifestaram na noite desta sexta (6), a maioria nega envolvimento com os fatos descritos nos pedidos de inquérito.

Veja a declaração dada à Folha pelo vice-governador da Bahia, João Leão (PP):

"Estou tão surpreso quanto tantos outros. Não sei por que meu nome saiu. Nem conhecia esse povo. Acredito que pode ter sido por ter recebido recursos em 2010 das empresas que estão envolvidas na operação. Mas botar meu nome numa zorra dessas? Não entendo. O que pode ser feito é esperar ser citado e me defender. Estou cagando e andando, no bom português, na cabeça desses cornos todos. Sou um cara sério, bato no meu peito e não tenho culpa. Na segunda-feira vou para Brasília saber por que estou envolvido [...]. Recebi recursos da OAS [em 2010], mas quem recebeu recursos legais, na conta legal, tem culpa?".

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/03/1599586-listado-na-lava-jato-vice-governador-da-ba-diz-estar-cagando-e-andando.shtml

sábado, 7 de março de 2015

Inquéritos investigarão 47 políticos; lista tem Renan e Cunha; veja nomes

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki autorizou, nesta sexta-feira (6), a abertura de inquérito contra 47 políticos para apurar a participação deles no esquema investigado pela operação Lava Jato, que investiga irregularidades na Petrobras. Ao todo, são 22 deputados federais, 12 senadores, 12 ex-deputados e uma ex-governadora de seis partidos (PMDB, PT, PP, SD, PSDB e PTB). Há mais pessoas que serão investigadas, mas não têm ou tiveram cargos eletivos.
Entre os nomes que fazem parte da lista, estão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e da ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB-MA). A presença desses nomes já era dada como certa desde o início da semana.
Os pedidos de abertura de inquérito foram feitos pela Procuradoria-Geral da República na última terça-feira (3), mas estavam sob sigilo, retirado hoje por Zavascki.
Na última terça-feira (3), a Procuradoria enviou 28 pedidos de abertura de inquérito contra pessoas supostamente envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras que, segundo a Polícia Federal, movimentou R$ 10 bilhões em lavagem de dinheiro e pagamento de propina.
O dinheiro teria sido desviado de contratos superfaturados entre empreiteiras e a estatal e parte desses recursos era repassado a partidos e políticos.
Veja a lista completa:
Vice-governador
João Leão (PP-BA) – vice-governador da Bahia
Senadores
Renan Calheiros (PMDB-AL) – presidente do Senado e do Congresso Nacional
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Benedito de Lira (PP-AL)
Ciro Nogueira (PP-PI) – senador pelo Piauí e presidente nacional do PP
Edison Lobão (PMDB-MA) – senador pelo Maranhão e ex-ministro de Minas e Energia
Fernando Collor (PTB-AL) – senador por Alagoas e ex-presidente da República
Gladison Cameli (PP-AC)
Gleisi Hoffmann (PT-PR) – senadora pelo Paraná e ex-ministra da Casa Civil
Humberto Costa (PT-PE) – senador por Pernambuco e ex-ministro da Saúde
Lindberg Farias (PT-RJ) – senador pelo Rio de Janeiro e ex-candidato ao governo do Estado
Romero Jucá (PMDB-RR) – senador por Roraima e ex-líder do governo no Senado
Valdir Raupp (PMDB-RO)

Deputados
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – presidente da Câmara e ex-líder do PMDB na Câmara
Afonso Hamm (PP-RS)
Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)
Aníbal Gomes (PMDB-CE)
Arthur Lira (PP-AL)
Dilceu Sperafico (PP-PR)
Eduardo da Fonte (PP-PE)
Jerônimo Goergen (PP-RS)
José Mentor (PT-SP)
José Otávio Germano (PP-RS)
Lázaro Botelho (PP-TO)
Luís Carlos Heinze (PP-RS)
Luiz Fernando Faria (PP-MG)
Missionário José Olimpio (PP-SP)
Nelson Meurer (PP-PR)
Renato Molling (PP-RS)
Roberto Balestra (PP-GO)
Roberto Britto (PP-BA)
Sandes Júnior (PP-GO)
Simão Sessim (PP-RJ)
Vander Loubet (PT-MS)
Waldir Maranhão PP-MA)
Políticos sem mandato
Mário Negromonte (PP-BA) – ex-ministro das Cidades, atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia
Roseana Sarney (PMDB-MA) – ex-governadora do Maranhão e ex-senadora
Aline Corrêa (PP-SP)
Carlos Magno (PP-RO)
Cândido Vaccareza (PT-SP)
João Pizzolatti – (PP-SC)
José Linhares (PP-CE)
Luiz Argôlo (ex-PP, atual SD-BA)
Pedro Corrêa (PP-PE)
Pedro Henry (PP-MT)
Roberto Teixeira (PP-PE)
Vilson Covatti (PP-RS)
Outros
Fernado Antonio Falcão Soares (Fernando Baiano) - lobista
João Vaccari Neto - tesoureiro do PT

Arquivamentos e mais investigações

Além dos pedidos de inquérito, Zavascki arquivou os pedidos de inquérito contra o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e dos deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e Alexandre Santos (PMDB-RJ).
O ministro remeteu ainda à Justiça Federal do Paraná a investigação contra o ex-ministro Antonio Palocci (PT) por causa de sua função como tesoureiro na campanha vitoriosa de Dilma Rousseff (PT) à Presidência em 2010.  Para a PGR (Procuradoria-Geral da República), é impossível investigar a presidente Dilma por "atos estranhos ao exercício de sua função" no âmbito da Operação Lava Jato, mas determinou a apuração sobre a arrecadação de recursos para sua campanha de 2010 no pedido de abertura de inquérito contra o ex-ministro.

Outro lado

A maioria dos 49 deputados e senadores que tiveram inquéritos abertos ou diligências investigativas autorizadas pelo STF por suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras nega envolvimento com os fatos descritos nos pedidos de inquérito.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2015/03/06/renan-cunha-e-roseana-serao-investigados-na-lava-jato.htm

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Justiça do DF determina segundo bloqueio de bens de Agnelo em uma semana

  • O ex-governador do DF, Agnelo Queiroz
A Justiça do Distrito Federaldeterminou, nesta sexta-feira (27), o segundo bloqueio de bens do ex-governador Agnelo Queiroz (PT) em uma semana.
Desta vez, a desembargadora Simone Lucindo, da 1ª Turma Cível, determinou o bloqueio de R$ 15,9 milhões em bens de Agnelo por supostas irregularidades nas obras do Centro Administrativo do DF, inaugurado em 31 de dezembro de 2014, último dia de mandato de Agnelo. A Justiça também bloqueou R$ 12 milhões do então administrador distrital de Taguatinga, Anaxímenes Vale dos Santos.
A decisão desta sexta foi resultado de um recurso impetrado pelo MP-DFT (Ministério Público do Distrito Federal de Territórios) que considerou que a inauguração do Centro Administrativo ocorreu de forma irregular. Em primeira instância, o bloqueio havia sido negado. 
De acordo com o pedido dos promotores, a inauguração não tinha obedecido determinações impostas pelo Detran (Departamento Estadual de Trânsito).
O principal problema apontado pelos promotores foi a falta de um relatório sobre os impactos da obra no trânsito de veículos e pessoas na área.
Agnelo chegou a trocar o então administrador de Taguatinga, Antônio Sabino, por Anaxímenes Vale dos Santos, porque Sabino se recusava a emitir uma autorização necessária à inauguração do prédio.
Com a decisão da Justiça desta sexta-feira (27), os bloqueios de bens de Agnelo Queiroz chegam a R$ 52,9 milhões. Na última segunda-feira (20), a Justiça do DF determinou o bloqueio de R$ 37 milhões referentes a supostas irregularidades em contratos de publicidade para a realização de uma etapa da Fórmula Indy em Brasília.
De acordo com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), os valores bloqueados pela Justiça do DF até agora são mais de 50 vezes maiores que os bens declarados por Agnelo à Justiça Eleitoral em 2014, quando ele disputou e perdeu a reeleição para o governo do Distrito Federal. Á época, Agnelo declarou bens no valor de R$ 906,5 mil. 
O UOL tentou contatar os advogados de Agnelo Queiroz, mas não obteve sucesso.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2015/02/27/justica-do-df-bloqueia-r-15-milhoes-de-agnelo-queiroz.htm

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Ministério Público pede cassação de Marcelo Déda por abuso de poder


 O Ministério Público Eleitoral pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a cassação dos mandatos do governador reeleito de Sergipe, Marcelo Déda (PT), e seu vice, Jackson Barreto, por conduta vedada a agentes públicos no ano eleitoral de 2010.
O Ministério Público entrou com recurso no TSE contra decisão do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Sergipe, que manteve o mandato do governador. O relator do caso no TSE é o ministro Marco Aurélio.
Segundo o recurso, Déda e seu vice teriam divulgado publicidade institucional nos três meses anteriores ao pleito, em pelo menos três locais públicos, com o símbolo característico da administração estadual, e utilizado a residência oficial do governador em almoço pago com recursos públicos para cerca de 300 convidados, a maioria líderes políticos do Estado, em que Déda teria confirmado sua candidatura à reeleição.
O TRE-SE julgou improcedente o pedido do Ministério Público, apesar de confirmar a prática de conduta vedada.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Cabral quer limitar acesso de deputados a dados do governo


O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal para tentar restringir o acesso de deputados a informações sobre a administração estadual, informa reportagem de Italo Nogueira, publicada na Folha desta quarta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
A intenção de Cabral com a ação é modificar a Constituição estadual, que obriga o governo a responder requerimentos de informação feitos por "qualquer deputado".
O governador alega ser inconstitucional que qualquer deputado formule os requerimentos
A ação ocorre duas semanas depois de o governo federal sancionar a Lei de Acesso a Informação, que autoriza a qualquer cidadão pedir dados da administração sem qualquer justificativa.
Leia mais na edição da Folha desta quarta-feira, que já está nas bancas.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1020980-cabral-quer-limitar-acesso-de-deputados-a-dados-do-governo.shtml

TRE de Roraima cassa mandato do governador Anchieta Júnior


Anchieta Jr., do PSDB, fica no cargo até julgamento de recursos.
Defesa diz que vai recorrer considerando julgamento sem quórum completo.

O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima cassou, na noite desta terça-feira (13), o mandato do governador José de Anchieta Júnior (PSDB) e do vice Chico Rodrigues (sem partido) pelo crime eleitoral de arrecadação e gastos ilícitos de campanha de 2010.

Ao G1, a defesa de Anchieta Júnior diz que vai recorrer da decisão, considerando que o quórum no julgamento do TRE não estava completo.
Por 3 a votos a 2, os juízes do tribunal aceitaram a acusação do autor da ação, o candidato derrotado ao governo Neudo Campos (PP). Ele apontou que Anchieta teria comprado 45 mil camisetas amarelas (cor de sua candidatura) antes do período eleitoral, por R$ 247.500,00, o que é proibido pela atual legislação.
O plenário do TRE-RR é composto por sete magistrados. O juiz federal juiz federal Leandro Saon não votou porque estava em viagem fora do estado. A presidente do tribunal, Tânia Vasconcelos, não votou.
A decisão será publicada apenas na próxima quinta-feira (15), e o governador tem até três dias depois da publicação para recorrer ao próprio TRE. Ele fica no cargo até julgamento do recurso. Depois, o governador ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Deputado quer que Ministério Público peça ao STJ prisão do governador do DF por corrupção


Edição desta semana de ISTOÉ traz reportagem que levanta suspeitas de enriquecimento ilícito de Agnelo Queiroz e parentes

Da redação, com Agência Brasil

Depois de reportagem publicada nesta semana, na qual ISTOÉ divulgou o enriquecimento ilícito da família do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, o deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR) protocolou nesta terça-feira (13) na Procuradoria-Geral da República um pedido de investigação do governador e mais oito pessoas, entre elas seus irmãos, um cunhado e a mãe do governante. Todos são suspeitos de enriquecimento ilícito e envolvimento em atos de corrupção.
Além da investigação, Francischini pede que seja decretada a prisão preventiva de Agnelo e Ailton Queiroz, irmão do governador, a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos e o bloqueio judicial dos bens dos denunciados.
Agnelo Queiroz é alvo de denúncias de participação em um esquema de desvio de verbas do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte. A edição desta semana de ISTOÉ traz reportagem que levanta suspeitas de enriquecimento ilícito de Agnelo e parentes. O patrimônio da família, segundo a reportagem, cresceu mais de R$ 10 milhões em três anos, valor que seria incompatível com a renda do governador e dos parentes dele.

TSE julga governador de AL por distribuição de cabras


 Julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) marcado para acontecer nesta terça-feira pode levar à cassação do governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB).
Ele é acusado de usar um programa para distribuir cabras e ovelhas a famílias carentes do sertão do Estado em troca de votos na eleição do ano passado, quando foi reeleito.
A ação foi proposta por seu adversário Ronaldo Lessa (PDT), derrotado em segundo turno pelo tucano.

 No TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Alagoas o atual governador foi absolvido, mas Lessa recorreu ao TSE e conta com um parecer favorável do Ministério Público Eleitoral --documento que serve para ajudar o magistrado a decidir.
A vice-procuradora-geral Eleitoral, Sandra Cureau, diz que a distribuição dos animais foi irregular e configura prática de abuso de poder político e econômico por Vilela.
De acordo com o parecer, apesar de a entrega das cabras e ovelhas ter sido iniciada no final de dezembro de 2009, quando 29 animais foram distribuídos, a grande maioria (cerca de 1.600) foi entregue entre agosto e setembro de 2010, no auge da campanha eleitoral.

Polícia tentou convencer delator a não acusar Agnelo


 O policial militar João Dias Ferreira, que foi preso na semana passada pela corregedoria da corporação, foi pressionado por um major e desistiu de acusar o governador Agnelo Queiroz (PT), investigado por irregularidades de quando era ministro do Esporte.
Ferreira é dono de duas ONGs acusadas de desviar dinheiro do Esporte. O policial foi preso e solto na semana passada na sede do governo do Distrito Federal, após jogar R$ 159 mil na mesa de funcionários e agredir duas pessoas --entre elas um policial.
Após ser preso pela corregedoria da PM, Ferreira foi pressionado por um colega de corporação a não falar sobre a origem do dinheiro --que seria um "cala-boca" de integrantes do governo para não delatar Agnelo.
A Folha teve acesso a um diálogo de 25 minutos entre Ferreira e integrantes da corregedoria da PM. A conversa se deu após o advogado do PM, André Cardoso, deixá-lo sozinho --ele acompanhou o policial por 14 horas naquele dia. A Polícia Militar já investiga o caso, que ocorreu por volta das 7h de quinta-feira --Ferreira foi preso por volta das 16h de quarta.
Segundo o corregedor da PM, coronel Jahir Lobo, a conversa foi tratava pelo major Márcio Barbosa, enquanto os advogados de Ferreira dizem que foi o major Elisnei Dias. O coronel diz que Elisnei não estava presente durante a conversa.
No diálogo, o major tentou frear Ferreira quando ele começou a falar de irregularidades cometidas por pessoas ligados ao governador. O major disse que o delator seria "réu confesso" caso falasse de Agnelo.
"Você está ingressando no campo da política onde os administradores não são eternos. [...] Dá um tempo, pensa o que você vai fazer, para decidir se é réu confesso e cometeu corrupção passiva. [...] Isso aqui não vai para a imprensa, o sistema aqui é diferente. Você está trazendo um esquema de corrupção, que é principalmente sua", disse.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A próspera família de Agnelo


Imóveis, fazenda, restaurantes e locadora engordaram o patrimônio da família do governador do DF em mais de R$ 10 milhões. A PF investiga como a mãe, os irmãos e um sobrinho do petista acumularam essa riqueza em apenas três anos

Claudio Dantas Sequeira


Na mira da PF por suspeitas de enriquecimento ilícito, irmão de Agnelo,
o ex-vigilante Ailton de Queiroz (à dir.), adquiriu uma locadora de carros,
a franquia de uma confeitaria e ainda ajudou a irmã, Anailde Queiroz,
a fechar a compra de uma fazenda em Água Fria de Goiás

O inquérito que apura o envolvimento do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, num esquema de desvio de verbas do Ministério do Esporte deverá atingir também sua família. A Polícia Federal e o Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC) do Ministério Público do DF investigam o aumento vertiginoso do patrimônio da mãe, dos irmãos e até de um sobrinho de Agnelo. Delegados e procuradores querem entender como a família do governador, que sempre fez questão de enfatizar sua origem humilde, passou a ostentar em apenas três anos mais de R$ 10 milhões em bens. De acordo com as investigações, os sinais de enriquecimento surgem no início de 2008 e vão até setembro deste ano. Agnelo deixou o Esporte em 2006 e logo depois se tornou diretor da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária), de onde saiu em 2010 para concorrer ao governo da capital do País. Levantamento preliminar da PF indica que os familiares do político petista não têm fontes de renda para justificar negócios celebrados nos últimos três anos, que incluem a compra de quatro franquias de restaurantes famosos de fast-food e da mais importante confeitaria de Brasília, todas localizadas nos principais shoppings da capital. Carros de luxo, apartamentos e até uma fazenda de gado em Goiás também constituem o que os investigadores batizaram de “império dos Queiroz”. 

sábado, 26 de novembro de 2011

Esquema de fraude no Detran do RN envolve dois ex-governadores


 Uma operação que investiga um esquema de fraudes em licitações no Detran (Departamento Estadual de Trânsito) do Rio Grande do Norte terminou com 14 pessoas presas na quinta-feira (24). Segundo o Ministério Público, o esquema contava com a participação de dois ex-governadores.
Entre os presos estão o ex-deputado federal João Faustino (PSDB), atual suplente do senador e presidente do DEM, José Agripino. Faustino é acusado de fazer lobby para um consórcio envolvido no esquema.
O ex-governador Iberê Ferreira e sua antecessora Wilma de Faria (PSB) não chegaram a ser presos, mas foram denunciados pelo Ministério Público como integrantes do esquema, que funcionou entre 2008 e 2010, período em que o Rio Grande do Norte foi governado pelos dois.
Segundo a Promotoria, o esquema terceirizou funções do Detran e, em 2009, culminou na aprovação de uma lei que estabeleceu a inspeção veicular obrigatória, que acabou beneficiando o consórcio Inspar, liderado pelo empresário George Olímpio da Silveira, apontado como chefe do grupo que promoveu as fraudes.
Ainda segundo a Promotoria, o ex-governador Ferreira é suspeito de ter recebido propina do empresário. Já Wilma, ainda de acordo com a Promotoria, chegou a mandar a minuta da lei que estabeleceu a inspeção veicular para a apreciação de Silveira, antes mesmo da Assembleia Legislativa ter acesso ao projeto.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

RN: ex-governadores e ex-senador são denunciados por corrupção


O Ministério Público deflagrou nesta quinta-feira, no Rio Grande do Norte, mais uma operação em que ficou constatado um esquema de corrupção com participação de um suplente de senador e dois ex-governadores, além de empresários e advogados. O suplente de senador João Faustino (PSDB), que já atuou também como senador, está preso suspeito de participar de uma operação de fraudes em processos licitatórios e contratações ocorridos durante os anos de 2009 e 2011 no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Rio Grande do Norte.
Também foi preso o ex-diretor geral do Detran, Carlos Theodorico Bezerra. A Operação Sinal Fechado terminou com 14 presos nesta quinta. Mas o esquema denunciado pelo Ministério Público envolve outras pessoas. Foram cumpridos, também hoje, 25 mandados de busca e apreensão.
O Ministério Público acusa os ex-governadores Wilma de Faria (PSB) e Iberê Ferreira (PSB) de participarem da fraude em licitações no órgão de trânsito. Segundo o comunicado oficial do MP, os dois ex-gestores participaram ativamente do esquema, que culminou com contratação de empresas privadas para trabalhos terceirizados no Detran.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

STJ envia pedidos de dados sigilosos de Agnelo e Orlando


Quebra de sigilos foi autorizada por ministro relator do inquérito.
Governador e ex-ministro negam envolvimento em desvios no Esporte.

  O Superior Tribunal de Justiça (STJ) enviou nesta quarta-feira (23) à Receita Federal, à Polícia Federal, ao Banco Central e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) os pedidos de dados fiscais e bancários sigilosos do governador do Distrito Federal e ex-ministro do Esporte, Agnelo Queiroz (PT), de seu sucessor Orlando Silva (PC do B), do policial militar João Dias Ferreira e de mais oito empresas e entidades.
Todos são suspeitos de envolvimento no suposto esquema de desvio de dinheiro público do programa Segundo Tempo, que visa desenvolver atividades esportivas com crianças e adolescentes em comunidades carentes.
A abertura das contas vai compreender o período entre 1º de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2010. Além disso, o procurador-geral quer que o STJ tome os depoimentos de Agnelo, de Orlando Silva e de mais 26 pessoas.

  A quebra de sigilos e os depoimentos dos suspeitos foram pedidos do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, autorizados pelo relator do caso no STJ, ministro Cesar Asfor Rocha, na última sexta-feira (18).

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Agnelo se recusa a dizer quando emprestou dinheiro a lobista


 O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), se recusou a explicar quando emprestou dinheiro ao lobista de uma farmacêutica, que depositou R$ 5.000 na conta do petista quando ele era diretor da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária).
Como a Folha revelou, no mesmo dia que o lobista Daniel Tavares, da União Química, depositou R$ 5.000 na conta de Agnelo, o diretor da Anvisa liberou a documentação da União farmacêutica.
Agnelo diz que o dinheiro foi o pagamento de um empréstimo que concedeu a Tavares. O lobista deu duas versões: na primeira, o dinheiro era propina. Depois, Tavares concordou com a versão de Agnelo.
Nesta terça-feira, Agnelo se recusou a dizer quando emprestou o dinheiro ao lobista. Ele já havia afirmado também que teria como provar que concedeu o empréstimo, mas não apresentou provas até agora.
"Eu não falo sobre isso [quando emprestou dinheiro]. Isso está na Justiça e a Justiça é o foro adequado para tratar do assunto de forma isenta, sem interesses", disse Agnelo.

sábado, 19 de novembro de 2011

Justiça aceita ação de improbidade contra ex-governadora do Pará


 A Justiça do Pará determinou o recebimento de ação civil pública por improbidade administrativa contra a ex-governadora Ana Júlia Carepa (PT) e a ex-secretária de Educação, Iracy Gallo.
O Ministério Público, autor da ação, afirma que Ana Júlia Carepa feriu o princípio da impessoalidade ao distribuir kits de educação que continham nomes e fotografias da então governadora.
 No material, havia também, de acordo com o Ministério Público, logotipos e slogan da gestão governamental e elogios à administração pública estadual.
A ação foi movida em março deste ano e a decisão sobre o seu recebimento foi dada na sexta-feira (18).
O juiz Elder Lisboa, da 1ª Vara de Fazenda Pública da Comarca de Belém, determinou a citação da ex-governadora e da ex-secretária.
Ana Júlia Carepa afirmou, em seu blog, que a sua foto foi publicada somente em uma revista feita pela Secretaria de Educação.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Justiça bloqueia bens de cunhado de Alckmin por fraude em merenda


 A Justiça Federal de 1º Grau em São Paulo bloqueou os bens do cunhado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), em decisão do processo por suposta fraude da merenda escolar em Pindamonhangaba (140 km da capital). A decisão é da juíza Carla Cristina Fonseca Jório, da 1ª Vara Federal de Taubaté.
Além dos bens de Paulo César Ribeiro, irmão da primeira-dama Lu Alckmin, a decisão do processo bloqueou os bens de mais oito pessoas, entre eles o prefeito da cidade, João Antonio Salgado Ribeiro (PPS), e de seis empresas. Paulo Ribeiro é acusado de comandar um esquema de fraude de licitações dentro da prefeitura de Pindamonhangaba. A Folha não conseguiu contato com ele hoje, mas em outras ocasiões ele negou interferências dentro da prefeitura.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Lobista acusa distritais de oferecerem dinheiro por acusações contra Agnelo


Lobista acusa distritais de oferecerem dinheiro por acusações contra Agnelo

O ex-funcionário da indústria União Química Farmacêutica Daniel Tavares fez uma nova denúncia nesta terça-feira (8/11) em entrevista ao programa Balanço Geral da TV Record de Brasília. Segundo ele, as deputadas distritais Celina Leão e Eliana Pedrosa ofereceram R$ 400 mil além de uma mesada mensal pelo período de um ano para que acusasse  Agnelo Queiroz de ter recebido propina do  laboratório na época em que o governador do DF era diretor da Anvisa.

Durante entrevista também nesta terça, Agnelo Queiroz negou as acusações e disse que "tudo não passa de armação de seus adversários". "O que está acontecendo é uma armação. Estou sendo denunciado por um grupo, uma organização criminosa que governou Brasília e continua montando dossiês, pagando testemunhas. É isso que está acontecendo aqui. Não tem absolutamente nada a não ser armação criminosa. Isso eu tenho certeza que na Justiça, na realidade, nós iremos desmascarar", disse.






No vídeo divulgado no youtube, as deputadas negam a acusação de Daniel Tavares.

Denúncias
Anvisa

A deputada distrital Celina Leão (PMN) afirmou que o lobista Daniel Tavares denunciou ter pago propina ao governador Agnelo Queiroz (PT) no valor de R$ 50 mil em troca de uma interferência em favor da empresa União Química na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Desse montante, R$ 5 mil teriam sido repassados em dinheiro na conta corrente de Agnelo, por meio de transferência eletrônica.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

‘Jabá’ de Paulo Hartung vem à tona: R$ 2 milhões em esquema de lavagem de dinheiro com Galwan



Da Redação
Foto capa: Gustavo Louzada / Arquivo SD


O ex-governador Paulo Hartung (PMDB) fez parte de esquema de lavagem de dinheiro que se enquadra perfeitamente como “jabá”, expressão política já consagrada e de uso contínuo no País para denunciar exposição na mídia em negócios feitos em troca de vantagem pecuniária, ou gíria para designar suborno. Trata-se da compra de apartamento de alto padrão a preço de banana da Galwan Incorporadora e Construtora.
Ele nada mais fez do que repetir o expediente que beneficiou desembargadores e membros da cúpula do Ministério Público, em fatos divulgados paralelamente às investigações da “Operação Naufrágio”. Hartung transformou a aquisição de um apartamento luxuoso avaliado em cerca de R$ 2 milhões, no Barro Vermelho, em Vitória, em uma compra pela bagatela de R$ 48 mil.
O imóvel de alto padrão – com área real de 621,19 m² – acabou sendo vendido no mesmo dia à empresária Maria Alice Paoliello Lindenberg e para a empresa Lazer Administração e Participações. Cada parte do negócio pagou R$ 1,05 milhão ao ex-governador. O que resultou num lucro de R$ 2,052 milhões, superior à declaração de bens do ex-governador em 2006, apresentada por ocasião eleitoral. A declaração foi de R$ 1.312.449,38.

Você concorda com a absolvição da Deputada Federal Jaqueline Roriz - PMN/DF, (que foi flagrada recebendo propina em 2006)

Você concorda com o Projeto de Lei 531/2011, de autoria do deputado Cristiano Araújo - PTB-DF, que propõe horários determinados para manifestações na Esplanada dos Ministérios?

Como você conheceu o @movFichaLimpa?

Qual critério tem mais peso ao escolher o candidato de sua preferência?

Mais uma polêmica envolvendo ministros. Estamos passando por uma onda de denuncismos, ou limpeza?

Você concorda com a reforma ministerial, e diminuição da quantidade de ministérios? Atualmente são 39 no total. EUA, Reino Unido, Rússia e México têm em média 20 ministérios.