Acusado de desviar dinheiro público, Wigberto Tartuce vende empresas e perde prestígio
O campo de futebol da casa do deputado federal Wigberto Tartuce (PPB-DF) anda vazio. Até abril passado, políticos de todos os partidos, empresários e artistas reuniam-se uma noite por semana no gramado sintético, sob a luz dos holofotes. O parlamentar cancelou as partidas quando foi afastado do cargo de secretário de Trabalho do Distrito Federal. Em um ano de gestão, Tartuce colocou a Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda na lista dos inadimplentes com a União. Uma sindicância do Ministério do Trabalho acusou o desvio de R$ 11,6 milhões destinados à qualificação de trabalhadores, repassados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) em 1999. O deputado tem prazo até 6 de dezembro para se defender no Tribunal de Contas da União (TCU). Se for condenado, terá de devolver o dinheiro. O governo de Brasília já foi punido. A secretaria está proibida de receber recursos federais, solicitar empréstimos a bancos públicos e firmar novos convênios com a União.