Depois de a notícia da decisão da Justiça ter se espalhado, parlamentares acusados de envolvimento no esquema de cobrança de propina fogem do plenário e evitam a imprensa
A decisão pelo afastamento, quebra de sigilo fiscal e indisponibilidade de bens de vereadores da Câmara de Belo Horizonte suspeitos de cobrar propina para aprovar a construção do Boulevard Shopping provocou um efeito fantasma ontem na Casa. Parlamentares citados na ação judicial que registraram presença no painel eletrônico na sessão iniciada às 14h30 não estavam no plenário meia hora depois. Casos de Hugo Thomé (PMN) e Maria Lúcia Scarpelli (PCdoB).
Outro suspeito de envolvimento no esquema, Carlúcio Gonçalves (PR), ao perceber a aproximação do fotógrafo do Estado de Minas, dentro do plenário, sacou o telefone celular e saiu por uma porta lateral, fugindo dos repórteres. No gabinete, dois andares acima, a informação era de que o parlamentar não havia chegado.
Geraldo Félix (PMDB) permaneceu até o fim da sessão, por volta das 15h30, no plenário. Ao ser abordado por seguranças, a pedido de repórteres, informou que iria lanchar e que voltaria. Novo caso para investigação dos ghostbusters. Alberto Rodrigues (PV) também ficou até o fim da sessão e, igualmente, saiu por passagem lateral. Antes, mandou recado para os repórteres afirmando que não falaria com a imprensa por ter uma reunião. Provavelmente, noutro plano astral.
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Em defesa de Orlando Silva, PCdoB prega regulação da mídia
Partido diz que imprensa acusou ministro, mas omitiu processos contra delator
Em editorial publicado no Portal Vermelho em defesa do ministro do Esporte, Orlando Silva, o PCdoB atrelou a crise provocada pelas denúncias da revista Veja à falta de regulamentação da mídia no Brasil e pregou a necessidade de se impor novas regras aos meios de comunicação.
Bandeira encampada até então pelo PT, a regulamentação é vista pelo partido como forma de fazer com que a imprensa se comprometa com a divulgação da "verdade".
- As calúnias lançadas contra o ministro do Esporte, Orlando Silva, e contra seu partido, o PCdoB, são o melhor exemplo da necessidade, da imposição, de uma legislação para regular a mídia e democratizar os meios de comunicação.
Em editorial publicado no Portal Vermelho em defesa do ministro do Esporte, Orlando Silva, o PCdoB atrelou a crise provocada pelas denúncias da revista Veja à falta de regulamentação da mídia no Brasil e pregou a necessidade de se impor novas regras aos meios de comunicação.
Bandeira encampada até então pelo PT, a regulamentação é vista pelo partido como forma de fazer com que a imprensa se comprometa com a divulgação da "verdade".
- As calúnias lançadas contra o ministro do Esporte, Orlando Silva, e contra seu partido, o PCdoB, são o melhor exemplo da necessidade, da imposição, de uma legislação para regular a mídia e democratizar os meios de comunicação.
domingo, 16 de outubro de 2011
PM chama Orlando Silva de “bandido” em blog e diz que ministro tentou falar com ele antes da publicação da reportagem de VEJA
O PM João Dias Ferreira, que, em entrevista à VEJA, acusou o ministro do Esporte, Orlando Silva, de comandar esquema criminoso no ministério, não só não recua como avança. Leiam o que informa Rubens Valente e Renato Machado na Folha Online (mais aqui):
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O soldado da Polícia Militar do Distrito Federal que acusou o ministro dos Esportes, Orlando Silva, de participar de desvios de recursos do ministério, chamou-o neste domingo (16) de “bandido”, em mensagem postada em seu blog na internet. Numa mensagem dirigida ao ministro, Ferreira afirmou: “Você está equivocado, eu não sou bandido, bandido é você e sua quadrilha que faz e refaz qualquer processo do ministério de acordo com sua conveniência e você sabe muito bem disso!”
O soldado da Polícia Militar do Distrito Federal que acusou o ministro dos Esportes, Orlando Silva, de participar de desvios de recursos do ministério, chamou-o neste domingo (16) de “bandido”, em mensagem postada em seu blog na internet. Numa mensagem dirigida ao ministro, Ferreira afirmou: “Você está equivocado, eu não sou bandido, bandido é você e sua quadrilha que faz e refaz qualquer processo do ministério de acordo com sua conveniência e você sabe muito bem disso!”
O soldado da PM, que em 2006 foi candidato derrotado a deputado distrital pelo PC do B em Brasília, também fez uma ameaça à direção nacional do partido, que ontem soltou uma nota em apoio ao ministro. “Sugestão: era bom o PC do B nacional ficar calado antes de sair em defesa do Orlando sumariamente.”
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