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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ministro da Educação é intimado a explicar contratação de empresa suspeita

Contrato de R$ 6,4 milhões do pré-candidato do PT à prefeitura de SP foi fechado com empresa de dupla sertaneja; cantores negam recebimento do dinheiro
O Senado aprovou na terça-feira (20) pedido para que o ministro da Educação, Fernando Haddad, justifique por escrito a contratação de suposta empresa de fachada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).

A empresa, Jeta Soluções em Serviços em Tecnologia da Informação Ltda., pertence a uma dupla sertaneja e segundo reportagem do jornal Correio Braziliense, de 3 de novembro passado, fechou contrato de R$ 6,4 milhões com o Inep para prestar serviços de segurança da informação.
Um dos sócios da empresa, o produtor musical José Francisco Alves de Souza, conhecido como Chico Terra, disse desconhecer o recebimento de tal quantia pela empresa. O outro sócio da Jeta é o cantor Gilvânio Santos Viana Filho.
Chico Terra afirmou ao jornal que o verdadeiro proprietário da Jeta é André Luis Sousa, que seria o nome por trás de duas empresas fantasmas contratadas pelo Inep, que é ligado ao Ministério da Educação.

Pela convocação da Mesa Diretora do Senado, Haddad, pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, terá 30 dias para esclarecer a contratação da Jeta no processo de licitação para prestação de serviços de segurança da informação.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Comissão da Câmara derruba convocação de Pimentel

Ministro da Indústria é acusa de influenciar contratações em BH, mas nega irregularidade

Por 13 votos a 5, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara derrubou requerimento do PSDB que pedia a convocação do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, para explicar suposto tráfico de influência por meio de sua empresa de consultoria.
O líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP), cobrou explicações de Pimentel
- Se o Pimentel não vier aqui e não se explicar, a presidente Dilma terá que se desculpar com o ministro Palocci e trazê-lo de volta ao governo.

Sócio de Pimentel trabalhava na Prefeitura de BH durante consultorias


 A empresa de consultoria do ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) prestou serviços a empresas interessadas em decisões da Prefeitura de Belo Horizonte tendo como sócio um assessor direto do prefeito Márcio Lacerda.
Otílio Prado, 65, foi sócio de Pimentel na P-21 Consultoria e Projetos desde a fundação da empresa, em janeiro de 2009, até a saída do ministro da sociedade, em dezembro de 2010. Durante todo esse período, Otílio esteve lotado como assessor especial do gabinete de Lacerda, aliado de Pimentel, um dos defensores de sua reeleição no ano que vem.
Otílio ocupa esse cargo de confiança desde a administração Célio de Castro (PT), continuou no posto por toda a gestão de Fernando Pimentel na prefeitura (2002-2009), e segue no cargo até hoje.
Três semanas depois de ser criada, a P-21 assinou o seu primeiro contrato, com potencial conflito de interesse em relação à posição de Otílio na prefeitura. O contrato foi celebrado com a Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), mas com o objetivo de prestar consultoria a empresas associadas à federação.
No contrato, como mostrou a Folha hoje e que contradiz versão apresentada pelo ministro Pimentel, está prevista a "elaboração de estudos e pareceres relativos a projetos que serão apresentados aos órgãos de gestão pública".

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Comissão de Ética Pública recomenda exoneração de Lupi


Decisão dos membros da comissão, ligada à Presidência, foi unânime.
Explicações para denúncias foram 'insatisfatórias', justificou o órgão.

  A Comissão de Ética Pública da Presidência da República recomendou, por unanimidade, nesta quarta-feira (1º) à presidente Dilma Rousseff a exoneração do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. O grupo decidiu ainda aplicar uma advertência ao ministro.
Segundo o presidente da comissão, Sepúlveda Pertence, as explicações dadas por Lupi às denúncias apresentadas na imprensa no último mês foram “insatisfatórias”.
O G1 procurou a assessoria do Ministério do Trabalho, que não havia se manifestado sobre a decisão da Comissão de Ética até a última atualização desta reportagem.
Lupi é alvo de denúncias pelo uso supostamente irregular de um avião particular cujo aluguel teria sido pago por um dirigente de ONG que mantém contrato com o ministério.
Questionado sobre o principal motivo da recomendação para a demissão do ministro, Sepúlveda Pertence disse que era “a história dos convênios e a própria resposta, inconveniente a um ministro de Estado”.
A comissão abriu no dia 7 de outubro um procedimento em que pede esclarecimentos ao ministro sobre as denúncias. Lupi teve dez dias, desde a data em que for notificado, para se explicar.

domingo, 27 de novembro de 2011

Câmara estuda abrir processo contra Lupi por desvio de salário


 A Câmara dos Deputados informou que estuda abrir processo disciplinar e cobrar ressarcimento do ministro Carlos Lupi (Trabalho), que foi funcionário fantasma do Congresso por seis anos.
A Folha revelou ontem que ele recebeu salário da Câmara de dezembro de 2000 a junho de 2006, mas não aparecia na repartição onde estava lotado --a liderança do PDT.
"Vamos tomar providências. Se houve conduta irregular na época, pode caber processo, ressarcimento ou coisa dessa natureza", disse o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS).
Os partidos da oposição cobraram ontem a demissão imediata do ministro, que nega ter recebido indevidamente.
O PPS vai pedir sindicância na Câmara e acionar o Ministério Público Federal. De acordo com a legenda, o episódio pode caracterizar crime de falsidade ideológica do então servidor e de prevaricação de quem o contratou.
Para o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), a presidente Dilma Rousseff "tem de assumir o papel de mandá-lo embora".

Ex-presidente do TCU acumulou três aposentadorias


 O ministro aposentado do TCU (Tribunal de Contas da União) Ubiratan Aguiar acumulou três aposentadorias enquanto esteve no cargo, recebendo valores acima do teto constitucional, atualmente de R$ 26,7 mil.
Aguiar atuou no tribunal de maio de 2001 a agosto deste ano. Desistiu da aposentadoria de procurador estadual em março de 2008.
Acionado pelo Ministério Público Federal no Ceará, renunciou na semana passada aos benefícios como ex-vereador e ex-deputado estadual.
Apenas essas duas remunerações somavam cerca de R$ 12 mil. Incluindo os vencimentos de ministro do TCU (95% do teto), a renda mensal de Aguiar alcançava pelo menos R$ 37,3 mil.
Ele não informou o valor da aposentadoria como procurador, que o levava a ganhar uma quantia ainda maior.
No último dia 16, o procurador Marcelo Monte deu prazo de 10 dias para Aguiar renunciar aos proventos como ex-vereador, ex-deputado e procurador aposentado.
Uma eventual omissão resultaria em ação civil pública contra o ministro aposentado para "sanar judicialmente a indevida acumulação".

Analista do Ministério das Cidades relata a pressão para mudar parecer de obra da Copa


Higor Guerra, técnico da pasta das Cidades que assinou primeiro parecer contrário à implantação do VLT em Cuiabá para a Copa de 2014, contou ao ‘Estado’ e ao Ministério Público detalhes de ‘procedimentos irregulares’ dos colegas


BRASÍLIA - Em entrevista exclusiva ao Estado, o analista técnico do Ministério das Cidades Higor Guerra confirmou, pela primeira vez, a pressão que sofreu para adulterar o processo que trata da implantação de sistema de transporte público em Cuiabá para a Copa do Mundo de 2014. Ele disse que a operação fraudulenta começou após o Ministério Público de Mato Grosso pedir os documentos e a Controladoria-Geral da União (CGU) emitir parecer contrário à obra. "Sim, houve uma fraude", disse ele na conversa gravada.
O funcionário também entregou à reportagem o depoimento que prestou na sexta-feira ao Ministério Público Federal. Ele deu detalhes da operação - revelada pelo Estado na quinta-feira - que escondeu sua nota técnica de 8 de agosto, de número 123/2011, contrária ao projeto de R$ 1,2 bilhão para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que substituiu o BRT (linha rápida de ônibus). O projeto do BRT custava R$ 489 milhões. A fraude foi feita para cumprir o acordo político do governo federal com o governo de Mato Grosso, Sinval Barbosa (PMDB), a favor do VLT.
Segundo Higor Guerra, no dia 29 de junho, numa reunião com integrantes do governo de Mato Grosso, os técnicos estaduais "reconheceram que não tinham conhecimento técnico sobre o projeto de VLT, e que a decisão de sua implantação havia sido política". A gerente de projetos do ministério, Cristina Soja, no entanto, disse a ele que "a posição do órgão (ministério) tinha que estar em sintonia com a decisão do governo". Higor afirmou que o cronograma do VLT era "falho", "pois previa várias fases sendo realizadas ao mesmo tempo de forma incorreta".

sábado, 26 de novembro de 2011

Nos jornais: Lupi foi funcionário fantasma da Câmara


Segundo a Folha de S. Paulo, ministro do Trabalho ficou pendurado na folha de pagamento da Casa, com lotação na liderança do PDT, de dezembro de 2000 a junho de 2006. No período, ele exercia atividades partidárias, como vice e presidente da sigla. Jornais também destacam bloqueio de bens do prefeito de São Paulo por causa de irregularidades em contrato
Lupi foi funcionário fantasma da Câmara
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, foi funcionário-fantasma da Câmara dos Deputados por quase seis anos. Ele ficou pendurado na folha de pagamento da Casa, com lotação na liderança do PDT, de dezembro de 2000 a junho de 2006. No período, ele exercia atividades partidárias, como vice e presidente da sigla.
A Folha ouviu assessores, deputados e ex-deputados do PDT. Os funcionários do partido em Brasília, que pediram para não ser identificados, confirmaram que Lupi não aparecia no gabinete da Câmara e se dedicava exclusivamente a tarefas partidárias.
Os parlamentares, entre eles ex-líderes da bancada do partido, disseram que nunca tinham ouvido falar que o hoje ministro fora contratado pela Câmara nesse período.

Sindicalista diz que assessores de Lupi pediam propina


De acordo com reportagem da revista Veja, mecânico ligado ao PT informou ao Planalto que dois funcionários do ministério lhe cobraram R$ 1 milhão em troca de registro sindical
Reportagem publicada neste final de semana pela revista Veja mostra que um sindicalista ligado ao PT, segundo a revista, denunciou há nove meses ao Palácio do Planalto que assessores do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, pediam propina em troca da liberação de registro sindical. Mas nada foi feito.
De acordo com a matéria, o mecânico Irmar Silva Batista tentava criar o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo (Sirvesp) em 2008. Na ocasião,  relata a revista, o então secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antonio de Medeiros, o apresentou a um assessor, Eudes Carneiro, que lhe pediu R$ 1 milhão para liberar o registro. Irmar se recusou a pagar e o registro não saiu até hoje.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Procuradoria vai investigar suspeita no Ministério das Cidades


 O Ministério Público Federal no Distrito Federal instaurou nesta quinta-feira (24) investigação para apurar a denúncia de fraude no Ministério das Cidades, que elevou em R$ 700 milhões projeto de mobilidade urbana em Cuiabá para a Copa 2014.
Reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" afirma que houve uma mudança de parecer técnico da pasta a pedido do governador do Mato Grosso, Sinval Barbosa (PMDB), e do próprio ministro Mário Negromonte (PP).
Segundo o jornal, trata-se de uma fraude que permitiu a troca da implantação de uma linha rápida de ônibus pela construção de um VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) em Cuiabá, projeto que está na planilha de obras do governo para a Copa de 2014. Ao jornal, o ministério defendeu a mudança.
O objetivo da Procuradoria é apurar possível prática de improbidade administrativa por gestores do ministério.
O PPS protocolou na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara pedido para que o TCU (Tribunal de Contas da União) também apure a denúncia.

AFASTAMENTO
Também da oposição, o PSDB quer que o Ministério Público ingresse com ação civil pública com pedido de afastamento liminar do ministro das Cidades.
Além de Negromonte, será pedido o afastamento de outras quatro pessoas: a diretora de Mobilidade Urbana, Luiza Gomide de Faria Vianna, a gerente de Projetos, Cristina Soja, o chefe de gabinete de Negromonte, Cássio Peixoto, e Guilherme Ramalho, coordenador-geral de Infraestrutura da Copa de 2014 do Ministério do Planejamento.
A representação terá por base a suposta adulteração de parecer técnico para justificar a troca da implantação de infraestrutura de transporte em Cuiabá.
"A alteração de documentos é apenas mais um item na lista dos problemas envolvendo o ministro Negromonte nos últimos meses. Se chegamos ao ponto em que documentos são fraudados dentro do ministério, o mais indicado é que o ministro e os assessores envolvidos sejam afastados de seus cargos", disse Nogueira.

Ministro do TSE vota pela cassação de Alfredo Nascimento


O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Marco Aurélio, relator de um recurso do DEM que contra o senador e ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR-AM), pela cassação de seu mandato, por irregularidades na captação e gastos de recursos de sua campanha ao Senado, nas eleições de 2006.
O julgamento, porém, foi interrompido por um pedido de vista da ministra Nancy Andrighi, que diante dos argumentos de Marco Aurélio, pediu mais tempo para analisar mais profundamente o caso.
Nascimento teve as contas de campanha aprovadas pelo TRE-AM (Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas), e havia sido absolvido das acusações contra ele.
O DEM, no entanto, recorreu ao TSE, argumentando que o senador "não contabilizou recursos financeiros e gastos de campanha na sua prestação de contas, gravou propaganda com CNPJ falso e iniciou a captação e gastos de recursos antes da constituição do comitê financeiro, da obtenção do CNPJ de campanha e da abertura da conta bancária".

Oposição pede investigação de fraude e quer levar ministro das Cidades à Câmara

Deputados querem informações sobre mudança que encareceu obra da Copa em R$ 700 mi
A oposição recorreu nesta quinta-feira (24) à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados e protocolou um pedido para que o TCU (Tribunal de Contas da União) apure a denúncia de fraude no Ministério das Cidades que elevou em R$ 700 milhões um projeto de mobilidade urbana em Cuiabá (MT) para a Copa do Mundo de 2014. 

Em paralelo, os deputados já se articulam para convocar o ministro das Cidades, Mário Negromonte, para dar explicações no Congresso.

A denúncia foi feita hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo. De acordo com a reportagem, um documento forjado pela diretora de Mobilidade Urbana da pasta, com autorização do chefe de gabinete do ministro, Cássio Peixoto, adulterou o parecer técnico que vetava a mudança do projeto que trocava a implantação de uma linha rápida de ônibus (BRT) pela construção de um VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos).

Com a fraude, o Ministério das Cidades passou a respaldar a obra do VLT e seu custo subiu para R$ 1,2 bilhão, R$ 700 milhões a mais do que o projeto original.

Fraude no Ministério das Cidades encarece obra para a Copa de 2014

O Ministério das Cidades, com aval do ministro Mário Negromonte, aprovou uma fraude para respaldar tecnicamente um acordo político que mudou o projeto de infraestrutura da Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá (MT). Documento forjado pela diretora de Mobilidade Urbana da pasta, com autorização do chefe de gabinete do ministro, Cássio Peixoto, adulterou o parecer técnico que vetava a mudança do projeto do governo de Mato Grosso de trocar a implantação de uma linha rápida de ônibus (BRT) pela construção de um Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).
Com a fraude, o Ministério das Cidades passou a respaldar a obra e seu custo subiu para R$ 1,2 bilhão, R$ 700 milhões a mais do que o projeto original. A mudança para o novo projeto foi publicada no dia 9 de novembro na nova Matriz de Responsabilidades da Copa do Mundo.

Para tanto, a equipe do ministro operou para derrubar o estudo interno de 16 páginas que alertava para os problemas de custo, dos prazos e da falta de estudos comparativos sobre as duas mobilidades de transporte.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

STJ envia pedidos de dados sigilosos de Agnelo e Orlando


Quebra de sigilos foi autorizada por ministro relator do inquérito.
Governador e ex-ministro negam envolvimento em desvios no Esporte.

  O Superior Tribunal de Justiça (STJ) enviou nesta quarta-feira (23) à Receita Federal, à Polícia Federal, ao Banco Central e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) os pedidos de dados fiscais e bancários sigilosos do governador do Distrito Federal e ex-ministro do Esporte, Agnelo Queiroz (PT), de seu sucessor Orlando Silva (PC do B), do policial militar João Dias Ferreira e de mais oito empresas e entidades.
Todos são suspeitos de envolvimento no suposto esquema de desvio de dinheiro público do programa Segundo Tempo, que visa desenvolver atividades esportivas com crianças e adolescentes em comunidades carentes.
A abertura das contas vai compreender o período entre 1º de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2010. Além disso, o procurador-geral quer que o STJ tome os depoimentos de Agnelo, de Orlando Silva e de mais 26 pessoas.

  A quebra de sigilos e os depoimentos dos suspeitos foram pedidos do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, autorizados pelo relator do caso no STJ, ministro Cesar Asfor Rocha, na última sexta-feira (18).

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Delator entrega mídias sobre suposto desvio no Esporte


O policial João Dias Ferreira presta novo depoimento hoje à Polícia Federal
O policial militar João Dias Ferreira, delator do suposto esquema de corrupção no Ministério do Esporte, presta novo depoimento à Polícia Federal, em Brasília, no começo desta tarde. Ele informou à imprensa, na entrada do prédio, que foi até o local entregar 13 mídias e vários documentos detalhando como funcionava o esquema.
- Devagar vamos trazendo novidades para reforçar tudo que afirmamos.
Entre as mídias, ele disse que estão dois áudios, publicados pela revista Veja nesse fim de semana, nos quais dirigentes do ministério instruem o policial a fraudar documentos de prestação de contas de dois convênios firmados com a pasta por meio de duas ONGs (organizações não governamentais) que o policial dirige.
Segundo as denúncias de Ferreira, no Ministério do Esporte funcionava um esquema montado pelo PCdoB para arrecadar "pedágio" de ONGs que atuavam na pasta por meio do programa Segundo Tempo.

Ele disse que o PCdoB fazia esse esquema para arrecadar recursos para campanhas. Ele ressalvou, porém, que nos áudios não aparece a voz do ministro Orlando Silva, acusado como o mentor do suposto esquema.

Fonte: http://noticias.r7.com/brasil/noticias/delator-entrega-midias-sobre-suposto-desvio-no-esporte-20111024.html

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Inquérito da PF sobre PanAmericano aponta contato de Gushiken


O inquérito da PF sobre o socorro ao PanAmericano revela que Luiz Gushiken manteve contato direto e frequente com o então presidente do banco tanto em 2009, quando este teve 49% de seu controle adquirido pela CEF, como em 2010, quando veio à tona o rombo de R$ 4,3 bi na instituição criada por Silvio Santos, informa o "Painel", editado por Renata Lo Prete, e publicado na Folha.
A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Entre os e-mails reproduzidos na peça policial, há um intitulado "igrejas evangélicas", no qual o ex-ministro de Lula pede a Rafael Palladino que as "reuniões de fechamento" com a 1ª Igreja do Evangelho Quadrangular de Paulínia e "outras congêneres" ocorram somente com sua "anuência" e "participação".
Gushiken pretendia, segundo suas palavras, "evitar o by passe (sic)". O e-mail é de junho de 2010, cinco meses antes da quebra do banco. Embora tenha recebido respostas reasseguradoras, o petista voltou a escrever a Palladino em julho para se queixar: "Pergunto-lhe por que razão estou excluído das tratativas". O contexto da conversa sugere que se trate de contratos de crédito consignado.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Para comissão da Presidência acusações contra ministro do Esporte são graves


O presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, Sepúlveda Pertence, afirmou que são "graves" as acusações contra o ministro Orlando Silva (Esporte). Um policial militar afirma ter entregue um pacote de dinheiro ao ministro, na garagem do ministério. Orlando Silva nega a acusação.
A comissão de ética, reunida desde a manhã desta segunda-feira (17), discutirá o caso do ministro à tarde. Pertence, contudo, afirma que, se um processo administrativo for aberto hoje, "será ultra preliminar".
O presidente da comissão evitou entrar no mérito do caso. Segundo Pertence, a discussão será baseada nas reportagens publicadas na imprensa sobre o caso.
"Talvez a coisa esteja um pouco verde", afirmou Sepúlveda Pertence. "Acusação de suborno é sempre grave, mas depende de quem a sustenta. Há uma acusação de um cidadão. Não se tem mais nada por ora."
Pertence, apesar disso, afirma que a acusação, por si só, gera uma preocupação natural sobre os preparativos para a Copa-2014, "pelo papel que o ministro tem neste momento".

PALOCCI
A comissão não discutiu, também, o andamento das investigações contra o ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil). Segundo Sepúlveda, por conta da ausência do conselheiro-relator do caso.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/991902-para-comissao-da-presidencia-acusacoes-contra-ministro-do-esporte-sao-graves.shtml

PF investigará denúncias contra ministro dos Esportes


Cardozo, da Justiça, disse que pedido foi feito por Orlando Silva, que vai abrir seus sigilos
O Ministério da Justiça vai determinar à Polícia Federal que abra um inquérito para investigar as denúncias de pagamento de propina no Ministério do Esporte. Segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a decisão foi tomada a partir de um pedido do próprio ministro do Esporte, Orlando Silva.


Reportagem da revista Veja desta semana afirmou que Silva teria recebido propina na garagem do ministério. Cardozo destacou que o ministro se dispôs a abrir seus sigilos telefônicos e bancários para contribuir com a investigação.

- Obviamente, este gesto nos ajuda na medida em que há uma intenção clara do ministro em uma apuração, que será feita de forma rigorosa e aprofundada pelos órgãos da PF que serão responsáveis pelo caso.
A nova denúncia colocou Silva em uma situação de fragilidade na Esplanada. Alvo de suspeitas anteriores, ele já era visto como um alvo da reforma ministerial que a presidente pretende fazer nos próximos meses. Agora, poderá deixar a função antes deste prazo caso venham à tona novas acusações ou não consiga demonstrar inocência nos esclarecimento que prestará ao Congresso nesta semana.

DEM quer ouvir PM que acusou ministro do Esporte na Câmara


 O líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), vai apresentar nesta segunda-feira (17) um requerimento convidando o soldado da Polícia Militar do Distrito Federal, que acusou o ministro do Esporte, Orlando Silva, de participar de desvios de recursos do ministério, para falar na Casa. O ministro afirmou que as acusações de que comanda um esquema de desvios na pasta são uma "trama farsesca".
O ministro também deverá falar na Comissão de Fiscalização e controle sobre as acusações de que teria participação direta num esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo, que distribui recursos a ONGs para projetos de incentivo à prática de esportes por jovens, segundo a revista "Veja".

A oposição quer ouvir também Célio Soares Pereira, que afirmou à "Veja" ter entregue dinheiro ao próprio ministro na garagem do ministério, em Brasília, no final de 2008.
Ferreira foi preso em 2010 pela Polícia Civil do Distrito Federal sob suspeita de envolvimento no desvio de recursos do mesmo programa.
 Segundo nota divulgada ontem pelo ministro para se defender do conteúdo da reportagem da "Veja", atualmente o ministério "exige a devolução de R$ 3,16 milhões, atualizados para os valores de hoje".

domingo, 16 de outubro de 2011

PM chama Orlando Silva de “bandido” em blog e diz que ministro tentou falar com ele antes da publicação da reportagem de VEJA


O PM João Dias Ferreira, que, em entrevista à VEJA, acusou o ministro do Esporte, Orlando Silva, de comandar esquema criminoso no ministério, não só não recua como avança. Leiam o que informa Rubens Valente e Renato Machado na Folha Online (mais aqui):
*
O soldado da Polícia Militar do Distrito Federal que acusou o ministro dos Esportes, Orlando Silva, de participar de desvios de recursos do ministério, chamou-o neste domingo (16) de “bandido”, em mensagem postada em seu blog na internet. Numa mensagem dirigida ao ministro, Ferreira afirmou: “Você está equivocado, eu não sou bandido, bandido é você e sua quadrilha que faz e refaz qualquer processo do ministério de acordo com sua conveniência e você sabe muito bem disso!”
O soldado da PM, que em 2006 foi candidato derrotado a deputado distrital pelo PC do B em Brasília, também fez uma ameaça à direção nacional do partido, que ontem soltou uma nota em apoio ao ministro. “Sugestão: era bom o PC do B nacional ficar calado antes de sair em defesa do Orlando sumariamente.”

Você concorda com a absolvição da Deputada Federal Jaqueline Roriz - PMN/DF, (que foi flagrada recebendo propina em 2006)

Você concorda com o Projeto de Lei 531/2011, de autoria do deputado Cristiano Araújo - PTB-DF, que propõe horários determinados para manifestações na Esplanada dos Ministérios?

Como você conheceu o @movFichaLimpa?

Qual critério tem mais peso ao escolher o candidato de sua preferência?

Mais uma polêmica envolvendo ministros. Estamos passando por uma onda de denuncismos, ou limpeza?

Você concorda com a reforma ministerial, e diminuição da quantidade de ministérios? Atualmente são 39 no total. EUA, Reino Unido, Rússia e México têm em média 20 ministérios.