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sábado, 27 de setembro de 2014

PF apura conexão entre quadrilhas de Cachoeira e Youssef


Documentos apreendidos mostram relação entre empreiteiras ligadas aos dois esquemas
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PF apura conexão entre quadrilhas de Carlinhos Cachoeira e Youssef - Agência Senado/Arquivo / Geraldo Marela
 
BRASÍLIA — A Polícia Federal encontrou no escritório da contadora Meire Poza documentos que revelam as conexões entre duas quadrilhas flagradas em escândalos com desvio de recursos públicos nos últimos anos. Contratos, notas fiscais e extratos bancários que estavam com a contadora mostram que uma empresa de fachada do doleiro Alberto Youssef manteve negócios com outra empresa de fachada que atuava no esquema operado pelo bicheiro Carlos Cachoeira. Do lado de Youssef está a RCI Software. Do lado de Cachoeira, que mantinha ligações com a empreiteira Delta, aparece a empresa Alberto & Pantoja.

Repasses de dinheiro da Pantoja para a RCI foram descobertos pela CPI do caso Cachoeira, mas na época não se conseguiu avançar na identificação do que era aquele dinheiro. Nem a quem se destinava. Agora, com os novos documentos apreendidos pela PF, os investigadores já sabem que a RCI não só está na lista de empresas operadas por laranjas de Youssef como foi usada para arrecadar dinheiro junto a grandes empreiteiras do país envolvidas com a Petrobras. No escritório de Meire Poza foram encontrados contratos em nome da RCI e várias notas fiscais. Um deles é assinado pela construtora OAS. Outro pelo consórcio Sehab, formado pela mesma OAS e pela construtora Constran.
Os documentos mostram como o doleiro está próximo da empreiteira. O consórcio Sehab foi criado no dia 27 de setembro de 2010. Um dia depois o consórcio assinou contrato com a prefeitura de São Paulo, na gestão de Gilberto Kassab (PSD), para obras de urbanização da favela Real Parque, no montante de R$ 140,8 milhões. No dia 4 de outubro, um dia depois das eleições, a RCI foi contratada pelo consórcio para prestar consultoria em “implantação de software”. O contrato vincula o pagamento de R$ 280 mil ao “êxito” do negócio.

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EMPREITEIRA EM NOME DE LARANJA
No caso da OAS o contrato é de R$ 225 mil para “consultoria em informática”. Foi assinado em julho de 2010 e tem texto semelhante ao do assinado pelo consórcio. Há também a previsão de que o pagamento só será realizada após o “êxito” do contrato.

Em maio de 2012, encontrado pelo GLOBO em São Paulo, Eufranio Ferreira Alves confessou ser laranja. Na época, a RCI tinha sido listada pela CPI do Cachoeira por ter recebido repasses de recursos da Alberto & Pantoja. Alves contou que tinha emprestado o nome a pedido de um amigo, Waldomiro de Oliveira. Hoje, se sabe que Oliveira é um dos homens de confiança de Youssef, investigado na Operação Lava-Jato da PF.
A CPI enviou um ofício à empresa pedindo esclarecimentos. Em agosto de 2012, em resposta assinada pelo mesmo Alves que se disse laranja, a RCI afirma que o repasse feito pela empresa ligada a Cachoeira referia-se à venda de nove computadores e seis servidores. A CPI concluiu que a empresa recebeu R$ 753 mil em quatro transações no ano de 2010. Ressaltou que nas declarações da própria RCI da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) não há registro de qualquer funcionário que tenha atuado na empresa entre 2008 e 2011, o que reforçaria indício de irregularidades. O relatório do deputado Odair Cunha (PT-MG) a colocava entre as que deveriam ser investigadas posteriormente pelo Ministério Público, mas o seu parecer acabou sendo rejeitado. O texto aprovado pela comissão não indiciou ninguém.
Documentos apreendidos pela PF no escritório de Meire Poza em julho passado mostram que o endereço da sede da RCI em São Paulo (SP) é no mesmo prédio em que está registrada a MO Consultoria, outra empresa pela qual passaram recursos de fornecedores da Petrobras, e o controlador de fato era Youssef. O telefone das duas empresas é o mesmo. O GLOBO tentou contato ontem com a construtora OAS, mas não obteve retorno. A assessoria do ex-prefeito Gilberto Kassab disse que a contratação da RCI foi feita pelo consórcio Sehab, e não pela prefeitura. Ressaltou ainda que a licitação da obra de urbanização da favela foi auditada pelos tribunais de contas do município e da União, e que não foi constatada irregularidade.

Fonte: http://oglobo.globo.com/brasil/pf-apura-conexao-entre-quadrilhas-de-cachoeira-youssef-13936175

Justiça do Ceará proíbe circulação de revista por relacionar Cid Gomes ao caso Petrobras



Governador cearense teve o nome citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, segundo matéria publicada pela Istoé

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Governador do Ceará Cid Gomes entrou com ação na Justiça pelo recolhimento da revista

SÃO PAULO - A juíza Maria Marleide Maciel Queiroz, de Fortaleza, determinou no fim de semana que a edição desta semana da Revista Istoé seja impedida de circular em todo o país ou, caso já tenha sido distribuída, que seja imediatamente recolhida das bancas de jornais. Segundo informações do site “Consultor Jurídico”, a magistrada tomou a decisão após o governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), ir à Justiça relatando ter recebido e-mail da reportagem da revista citando o seu nome como um dos delatados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

O processo corre em segredo de Justiça. Segundo o “Consultor Jurídico”, caso desobedeça a ordem, a revista pagará multa de R$ 5 milhões.
"Entendo que a veiculação de seu nome com os fatos ligados à operação Lava Jato poderá lhe causar (ao governador) dano irreparável ou de difícil reparação, vez que exerce um cargo público da mais alta relevância, governador do estado do Ceará", escreveu a magistrada, na liminar concedida.
Na ação, Cid Gomes acusa a publicação de "calúnia, difamação e dano moral". Ele ainda diz que são falsas as informações prestadas por Paulo Roberto Costa à Polícia Federal (PF), e acrescenta que a investigação sobre a estatal ainda está em curso.
A matéria já foi retirada do site da revista. No site da Istoé, há um texto no lugar. "A matéria que você tentou acessar foi retirada do ar por decisão da juíza Maria Marleide Maciel Queiroz, de Fortaleza", diz. "A revista estuda medida judicial que garanta seu direito constitucional de informar à sociedade assuntos de interesse público", acrescenta o texto.
Em nota enviada à imprensa, Cid Gomes diz que está processando a Istoé “por calúnia, difamação e por dano moral por ter abrigado clara armação criada por meus adversários, visando interferir na disputa eleitoral no Ceará” e que não tem nem nunca teve “qualquer envolvimento nem qualquer tratativa pessoal com o citado ex-diretor da Petrobras, muito menos qualquer conversa indecente ou corrupta”.
Por meio do departamento jurídico, a revista informou que está “ingressando com as medidas cabíveis para cessar o cerceamento da liberdade da imprensa”.

Fonte: http://oglobo.globo.com/brasil/justica-do-ceara-proibe-circulacao-de-revista-por-relacionar-cid-gomes-ao-caso-petrobras-13945987

STF nega recurso e pede execução de prisão do ex-senador Luiz Estevão

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou a execução imediata da pena de três anos e seis meses de prisão, imposta ao ex-senador Luiz Estevão no processo em que ele foi condenado, em 2001, por uso de documento falso para tentar liberar bens bloqueados.
De acordo com a decisão, caberá a Justiça Federal, que definiu a pena, determinar a prisão em regime aberto, por ser inferior a quatro anos.
Toffoli determinou a execução imediata da pena por considerar protelatório um recurso em que o ex-senador pretendia suspender a condenação até que o caso fosse julgado de forma definitiva no Supremo.
Segundo o ministro, Luiz Estevão teve a intenção de retardar o fim do processo.
"Nítida, portanto, a intenção do recorrente de procrastinar o trânsito em julgado da sua condenação e, assim, obstar a execução da pena que lhe foi imposta, conduta essa repelida pela jurisprudência deste Supremo ao definir que a utilização de sucessivos recursos manifestamente protelatórios autoriza o imediato cumprimento da decisão proferida por esta Suprema Corte, independentemente da sua publicação".
A principal ação que o ex-senador responde na Justiça é a fraude em licitações e superfaturamento na construção do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, na década de 1990.
A condenação de Luiz Estevão foi estabelecida pela Justiça em 2006 e soma 31 anos de prisão e pagamento de multa, mas o ex-senador recorre desde então.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2014/09/26/stf-nega-recurso-e-pede-execucao-de-prisao-do-ex-senador-luiz-estevao.htm

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

TRE indefere 45 registros de candidaturas em Mato Grosso do Sul

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE/MS) encerrou nesta quinta-feira (5), o julgamento de registros de candidaturas para a eleição de 2014. Até agora, 45 pedidos foram indeferidos, um registro foi deferido, mas com recurso a julgar. Outros 15 indeferidos aguardam julgamento de recurso. Ainda há 16 pedidos aguardando julgamento de agravo, recurso ou embargos.
Entre os candidatos que tiveram o registro negado na sessão de quarta-feira (30), estão os pedidos do ex-prefeito de Ponta Porã, Flávio Esgaib Kayatt, por ausência de quitação eleitoral e do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, que pleiteava uma vaga no Senado Federal.
Bernal
O relator do processo, juiz federal Heraldo Garcia Vitta, disse que seria um contrassenso autorizar a candidatura ao Senado tendo em vista que ele acabou de ser cassado pela Câmara Municipal.
O advogado do ex-prefeito, Wilton Acosta, disse que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em sua defesa, Acosta disse que precisaria de mais tempo para reunir provas de que a cassação do Bernal teria sido de cunho “criminoso”. A defesa do Bernal tentou, sem sucesso, adiar o julgamento. Mas sem sucesso.
Foram apresentadas, ainda ao TRE, 28 renúncias a candidatura. No total, 484 pedidos foram deferidos.
Denúncias
Os eleitores podem denunciar práticas eleitorais ilegais em Mato Grosso do Sul. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS), o sistema  "web denúncia" foi criado para receber relatos de crimes eleitorais, tais como entrega de cestas básicas ou de combustível, compra de votos e propaganda eleitoral irregular.

Fonte: http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/eleicoes/2014/noticia/2014/08/tre-indefere-45-registros-de-candidaturas-em-mato-grosso-do-sul.html

Suspeitos de fraude no Sest/Senat são presos em operação policial

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta sexta-feira (19) a Operação São Cristovão, que investiga suposto esquema de desvio de ao menos R$ 20 milhões do Sest (Serviço Social do Transporte) e do Senat (Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), entidades sem fins lucrativos de apoio a trabalhadores do setor de transportes.

Em segredo de justiça, a investigação –feita em parceria com o Ministério Público do DF, de Minas Gerais e da CGU (Controladoria-Geral da União)– prendeu quatro pessoas e realizou a condução coercitiva de outros 24 envolvidos, alem de 21 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais. Um quinto envolvido teve a prisão temporária decretada, mas não foi encontrado.


CLÉSIO ANDRADE


Entre os suspeitos de envolvimento no desvio de verbas do Sest/Senat, está o ex-senador Clésio Andrade (PMDB-MG), vice do presidenciável Aécio Neves no primeiro mandato do governo do tucano em Minas Gerais, entre 2003 e 2006. Clésio atualmente apoia o governo Dilma Rousseff.


"Existe uma clara divisão de tarefas [no esquema] e, ao que tudo indica, comandada por um ex-senador da República", afirmou no final da manhã desta sexta Luiz Fernando Costa de Araújo, chefe adjunto da Deco (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado).


O delegado chefe da Deco, Fábio Santos de Souza, explicou que "há suspeita de sua participação no esquema veio quando analisamos documento encaminhado por ele à polícia para justificar as gratificações pagas a dirigentes e empregados". "Temos informações que esse ato normativo foi fraudado, fabricado para tentar justificar aos órgãos de controle essas gratificações. Há uma probabilidade de sua participação pelo cargo que ocupava", disse. A Folha não conseguiu contato com o advogado de Clésio.


Marcelo Camargo - 24.dez.2013/Folhapress

O ex-senador Clésio Andrade (PMDB-MG)

O ex-senador também é acusado de participar do mensalão tucano. Ex-sócio da SMPB e do publicitário Marcos Valério, ele responde pelos crimes de peculato (desvio de recursos públicos) e lavagem de dinheiro em desvio de verbas de publicidade para o financiamento da campanha de Eduardo Azeredo, de quem foi candidato a vice em 1998. Acabaram derrotados no pleito.


Alegando problemas de saúde, Clésio renunciou ao mandato de senador em julho deste ano, o que gerou o envio do seu processo para a primeira instância em Minas.


O nome de Clésio aparece na lista de alvos que deverão ser conduzidos coercitivamente para prestar depoimentos no caso Sest/Senat nesta sexta. Em Minas, estão em andamento dois mandados de busca e apreensão, um deles na casa do ex-senador. Policias e integrantes do Ministério Público já estão no local, mas ainda não o encontraram.


Segundo a polícia, a mulher de Clésio informou que ele está em viagem ao interior do Estado. Se não for encontrado, os investigadores podem pedir a prisão temporária. O resto do cumprimento das decisões judiciais está acontecendo em Brasília.


INVESTIGAÇÃO


Segundo a investigação a qual a Folha teve acesso, os envolvidos são acusados de peculato, lavagem de dinheiro e ocultação de bens. Os desvios milionários aconteciam, de acordo com a polícia, após a contratação de prestadores de "serviço de fachada", ligados a parentes dos investigados.


As suspeitas são de que o esquema acontece há ao menos cinco anos. Todavia, os investigadores apontam o desvio de R$ 20 milhões entre os anos de 2012 e 2013. Apenas nos primeiros meses de 2012 uma das investigadas sacou R$ 4,5 milhões em espécie.


Nas investigações, a CGU (Controladoria-Geral da União) apontou 23 funcionários do Sest e Senat que apresentaram, em 2012, remuneração anual acima de R$ 300 mil, valores considerados superiores aos das remunerações das entidades.


Entre os exemplos desses casos estão quatro presos em Brasília – um ex-funcionário e três integrantes do Sest/Senat: Maria Pantoja, diretora executiva do sistema entre 1993 e 2013, Jardel Soares, coordenadora de contabilidade, Anamary Socha, assessora especial da diretoria executiva, e Ilmara Chaves, coordenadora de administração. Segundo a Polícia, Pantoja recebia em torno de R$ 26 mil para atuar no Sest e R$ 26 mil no Senat.


A CGU também apontou pagamentos milionários para trabalhadores autônomos, alguns deles parentes dos investigados. Segundo os investigadores, entre os beneficiados estão um lava a jato, que recebeu R$ 2 milhões, e um prestador de serviço de ornamentação de plantas com pagamentos de mais de R$ 1 milhão. Na casa de um dos prestadores foram encontrados R$ 160 mil. Foram apreendidos 16 carros, alguns deles de luxo.


As investigações apontam ainda a abertura de um fundo de previdência de um investigado em 2011, com R$ 400 mil vindo de uma conta do Sest.


O Sest e o Senat foram criados em 1993 para apoiar trabalhadores do setor de transporte com ações nas áreas de saúde, cultura, treinamentos e formação. Desde então, são administradas pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), comandada por Clésio até abril deste ano.


O sistema S mantém-se com recursos de contribuições fiscais compulsórias das empresas. Segundo a CGU, o orçamento chega a R$ 1 bilhão.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/09/1518526-suspeitos-de-fraude-no-sestsenat-sao-presos-em-operacao-policial.shtml

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

STF libera Bispo Rodrigues para cumprir resto da pena em casa

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, relator do processo do mensalão, liberou o ex-deputado Bispo Rodrigues para cumprir em casa o restante de sua pena de 6 anos e 3 meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Na prática, Rodrigues, que estava em regime semiaberto, irá para o regime aberto. O benefício é concedido aos presos após o cumprimento de um sexto de suas penas.


Como durante parte do tempo em que ficou no semiaberto Rodrigues trabalhou numa rádio ligada à Igreja Universal, ele conseguiu abater alguns dias de sua pena, o que o fez cumprir um sexto de sua condenação mais rapidamente.


Joel Rodrigues -4.jul.2014/Folhapress
Bispo Rodrigues deixa CPP para trabalhar em Brasília, em julho deste ano

Fora da prisão Rodrigues terá que passar todas noites em sua casa e não poderá frequentar bares, se relacionar com outros condenados e portar armas. De acordo com a Vara de Execuções Penais, fora da cadeia, no regime aberto, o preso precisa ter um comportamento de cidadão exemplar.


Bispo é o terceiro condenado do processo do mensalão a conseguir progressão para o regime aberto. Já estão em casa o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro do extinto PL, atual PR, Jacinto Lamas.


Quem também já conta com tempo suficiente para ir ao regime aberto é o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Ele deve ser autorizado por Barroso nos próximos dias, tão logo o Ministério Público envie ao STF parecer favorável à progressão.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/09/1517317-stf-libera-bispo-rodrigues-para-cumprir-resto-da-pena-em-casa.shtml

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Paulo Roberto Costa deve se calar sobre delação na CPI da Petrobras

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa vai depor amanhã na CPI que investiga a estatal no Congresso, mas não poderá falar sobre o tema que mais interessa aos políticos: a delação premiada que fez com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, no qual revelou uma lista de parlamentares que receberiam suborno do esquema comandado pelo doleiro Alberto Youssef.

Se Costa der qualquer informação sobre o que delatou, o acordo será anulado e os benefícios previstos, anulados, segundo três especialistas ouvidos pela Folha.


Ele perderia o direito de eventualmente deixar a prisão, o principal benefício do acordo de delação.


Nem em uma sessão secreta da CPI ele pode falar sobre o que revelou aos procuradores e delegados da Polícia Federal, ainda de acordo com os advogados ouvidos.


O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, autorizou Costa a ir à CPI, mas a decisão não revoga o sigilo previsto na delação.


A Lei do Crime Organizado, de 2012, que regulamenta o instituto da delação, prevê o sigilo de todas as informações prestadas pelo réu até a sentença, que é pública por princípio, mas mesmo assim ela pode ter partes mantidas sob sigilo.


O segredo sobre as informações visa preservar o réu de pressão dos acusados e impedir que provas sejam destruídas durante esse período de confirmação das informações prestadas por Costa.


Os citados pelo delator só podem ter acesso às informações após a denúncia, a acusação formal apresentada pelos procuradores à Justiça. Nessa fase, os citados podem conhecer as acusações para se defender.


Pedro Ladeira - 10.jun.2014/Folhapress
O ex-diretor administrativo da Petrobras Paulo Roberto da Costa durante depoimento na CPI da Petrobras no Senado

SEM ALGEMAS


Ontem o juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, determinou que Costa vá para a CPI em Brasília com uma escolta da Polícia Federal.


Ele ressaltou, porém, que "deve ser evitada a utilização de algemas, já que Costa não é acusado de crimes praticados "com violência".


O ex-diretor decidiu contar o que sabe para deixar a prisão –ele foi preso pela segunda vez em junho, após as autoridades suíças enviarem ao Brasil informações que ele e seus familiares têm US$ 23 milhões naquele país.


Ele fez o acordo no último dia 29 após saber que a PF poderia prender suas filhas.


A "Veja" disse que Costa citou 12 parlamentares em sua delação, entre os quais o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) –o que ele negam. Os parlamentares receberiam um percentual dos contratos.


A origem da propina seriam contratos superfaturados na construção da refinaria Abreu e Lima. Costa, que ocupou a diretoria de distribuição da Petrobras de 2004 a 2012, era o responsável pela obra, que deve consumir R$ 40 bilhões.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/09/1516562-paulo-roberto-costa-deve-se-calar-sobre-delacao-na-cpi-da-petrobras.shtml

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Eleições 2014 - Doações de campanha somam R$ 1 bi; metade vem de apenas 19 empresas. Valores são todos de origem privada

Os 19 maiores financiadores de campanha respondem por metade do valor doado até agora por empresas e indivíduos na eleição deste ano. As contas de partidos, comitês e candidaturas em todo o País receberam desses 19 grupos privados R$ 522 milhões do total de R$ 1,040 bilhão vindo de contribuições de pessoas físicas e jurídicas até agora.
Esses valores são todos de origem privada e calculados após levantamento que elimina distorções ou eventuais erros cometidos pelas candidaturas. Somando-se o que vem do Fundo Partidário, cuja origem são recursos públicos, o dinheiro que circulou até agora nas campanhas supera R$ 1,138 bilhão. E isso é só o começo. O montante de R$ 1,040 bilhão refere-se ao que foi declarado por candidatos a presidente, governador, senador e deputado federal e estadual ou distrital até 6 de setembro. Como se trata de uma prestação de contas parcial, não é possível comparar com o que foi arrecadado na eleição de quatro anos atrás.
A concentração das doações é significativa. São quase 29 mil doadores até agora, mas 2 de cada 3 reais arrecadados pelas campanhas vieram dos 100 maiores doadores. Sozinho, o maior deles, o Grupo JBS, doou até agora R$ 113 milhões, ou 11% do total doado. Dona de marcas como Friboi, Swift e Bertin, o grupo tem outras empresas que também doaram, como Seara e Flora Higiene-Limpeza.
O PT foi o partido que mais recebeu da JBS: R$ 28,8 milhões - ou 1 de cada 4 reais doado pela empresa. O PSD ficou em segundo lugar, com R$ 16 milhões, e o PMDB, em terceiro, com R$ 14 milhões. Entre todos os candidatos, a maior beneficiada pelas doações da JBS foi a presidente Dilma Rousseff.
O setor de alimentação tem uma outra grande doadora. O grupo Ambev - dono de marcas como Brahma, Antarctica e Skol - aparece em quarto lugar no ranking, com R$ 41,5 milhões doados. O dinheiro foi recebido principalmente por candidatos e comitês do PMDB (R$ 12 milhões), PT (R$ 11 milhões) e PSDB (R$ 8 milhões). O setor financeiro tem duas das 10 maiores doadoras. O grupo Bradesco está em sexto, somando R$ 30 milhões em contribuições vindas de empresas como Bradesco Vida e Previdência, Bradesco Saúde e Bradesco Capitalização, entre outras. O conglomerado deu, até agora, R$ 9,4 milhões para o PSD, R$ 8,7 milhões para o PT, R$ 6,7 milhões para o PMDB e R$ 5,2 milhões para o PSDB.
O banco BTG Pactual e sua administradora de recursos doaram R$ 17 milhões e estão em décimo lugar na classificação geral. PT e PMDB foram os beneficiários de quase 80% desse dinheiro.
O protagonismo desses dois bancos e a atuação de outras empresas do setor que costumam colaborar financeiramente com as campanhas políticas não chega a superar o destaque das empreiteiras na lista de doações para partidos, comitês e candidaturas. Juntas, as construtoras contribuíram com quase R$ 300 milhões, ou 30% do total arrecadado até agora.
Dos dez maiores doadores da atual campanha, cinco são grupos empresariais que tiveram origem no ramo da construção. São os casos da OAS (2.º maior), Andrade Gutierrez (5.º lugar), UTC Engenharia (7.º), Queiroz Galvão (8.º) e Odebrecht (9.º). Os valores foram agregados por grupo econômico e incluem subsidiárias de outros setores, como energia.
Segunda colocada no ranking dos maiores contribuintes com os políticos, a Construtora OAS acumula R$ 66,8 milhões em doações. O PT ficou com quase metade desse dinheiro, ou R$ 32 milhões. O restante foi dividido entre PMDB, PSDB e PSB, entre outras legendas.
A Andrade Gutierrez doou R$ 33 milhões, divididos quase que exclusivamente entre PT (R$ 16 milhões) e PSDB (R$ 13 milhões). A UTC deu R$ 29 milhões (R$ 13 milhões para petistas), a Queiroz Galvão doou R$ 25 milhões (PMDB recebeu R$ 7 milhões), e o grupo Odebrecht, R$ 23 milhões, principalmente para PT, PSDB e DEM. O terceiro maior doador é do setor de mineração. O grupo Vale doou cerca de R$ 53 milhões até agora, por meio de uma série de empresas. Dois partidos se destacam entre os beneficiários de suas doações: PMDB (R$ 20,6 milhões) e PT (R$ 14,5 milhões). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://atarde.uol.com.br/politica/noticias/1622745-doacoes-de-campanha-somam-r-1-bi

Você concorda com a absolvição da Deputada Federal Jaqueline Roriz - PMN/DF, (que foi flagrada recebendo propina em 2006)

Você concorda com o Projeto de Lei 531/2011, de autoria do deputado Cristiano Araújo - PTB-DF, que propõe horários determinados para manifestações na Esplanada dos Ministérios?

Como você conheceu o @movFichaLimpa?

Qual critério tem mais peso ao escolher o candidato de sua preferência?

Mais uma polêmica envolvendo ministros. Estamos passando por uma onda de denuncismos, ou limpeza?

Você concorda com a reforma ministerial, e diminuição da quantidade de ministérios? Atualmente são 39 no total. EUA, Reino Unido, Rússia e México têm em média 20 ministérios.